segunda-feira, 4 de agosto de 2014

MODA SUSTENTÁVEL


Sustentabilidade ganha força e marcas investem na "moda verde"

Os estilistas Oskar Metsavaht (à esq.) e Stella McCartney (centro) são ícones da moda sustentável. Já a modelo Gisele Bündchen (à dir.) usou vestido feito à mão e tingido com plantas em evento em Nova York

O verde está na moda. Mas, não, ele não é a cor da vez. O que está na mira de marcas nacionais e internacionais é fazer da moda um negócio mais limpo, sustentável e amigo da natureza. Um dos grandes nomes a aderir à causa foi a estilista britânica Stella McCartney. A filha do ex-Beatle Paul McCartney acumulou um currículo de peso, passando por Gucci, Tom Ford e assumindo o lugar de Karl Lagerfeld na direção criativa da Chloé, antes de se dedicar à marca que leva seu nome e hoje é sinônimo de sustentabilidade na moda.

Vegetariana e defensora dos direitos dos animais, Stella não lançou uma linha com lã sustentável da Patagônia e faz questão de investir em acessórios com madeira certificada, que respeita regras de exploração das florestas. A estilista se considera uma "eco-guerreira" e defende causas que vão da "segunda sem carne" à luta contra a caça animal, para exploração comercial.

Até a H&M, rede sueca de fast fashion, entrou na onda e, neste ano, lançou uma coleção "eco-friendly" (e cheia de estilo), provando que até as gigantes da moda podem investir em um tipo de confecção mais consciente e preocupada com os estragos que a produção e o consumo em larga escala podem causar. As roupas desta coleção são feitas apenas com tecidos sustentáveis, sem o uso de agrotóxicos que prejudicam o meio ambiente. 

Roupas e acessórios sustentáveis estão na moda; veja opções18 fotos1 / 18
A moda sustentável, que leva em conta questões sociais, culturais, ecológicas e econômicas na produção, vem ganhando espaço entre as marcas nacionais. A seguir, confira algumas sugestões de peças que carregam essa filosofia em seu materialDivulgação/Fotomontagem UOL

E não são só os estilistas e as marcas que estão estimulando a onda verde. Quem já se mostrou defensora do trabalho manual na moda e reafirmou que o artesanato pode, sim, ser luxuoso, foi Gisele Bündchen. A top prestigiou um evento em defesa da conservação das florestas tropicais usando um vestido de festa, longo e tomara que caia com fenda, totalmente sustentável. Assinado pelo estilista Jeff Garner, a peça foi feita toda à mão e tingida com plantas. "Obrigada, Jeff Garner, por esse lindo vestido 'eco-friendly' feito à mão", ressaltou a modelo, quando publicou a foto em seu perfil no Instagram.

Em suas criações, o estilista procura aliar moda e sustentabilidade, utilizando tintas orgânicas produzidas das plantas, lã de garrafas recicladas e fios naturais, como linho e cânhamo. Miley Cyrus, Cameron Diaz e Sheryl Crow estão entre as famosas que já exibiram criações de Garner. 

Verde e amarelo
Mas não é só na moda internacional que o tema da ecologia tem conquistado espaço. Oskar Metsavaht, criador da marca carioca Osklen, é precursor em pensar em uma moda sustentável no Brasil e esse cuidado ganhou o mundo. O trabalho de Metsavaht foi elogiado pela ONG WWF (World Wide Fund for Nature), do Reino Unido. E o estilista foi citado como um "criador do futuro".

O trabalho do brasileiro não passou em branco nem mesmo por Anna Wintour, a editora de moda mais poderosa do mundo. À frente da revista "Vogue" norte-americana, ela levou a Osklen para um evento que promove a sustentabilidade em marcas de moda de luxo, o Runway Green.

Para a consultora e stylist Chiara Gadaleta, há um aumento da atenção dos consumidores e das marcas para a questão ecológica na indústria da moda. "Sem dúvida, o mercado de marcas e produtos que possuem uma relação com as questões sociais e ambientais está crescendo rapidamente. É uma maneira de ver, pensar e consumir moda que veio para ficar", explica.

O que é a moda sustentável?
Chiara é criadora do evento SP Ecoera, que chama a atenção de marcas, projetos e empresas, além do consumidor, para questões sociais e ambientais do mercado da moda e da beleza. O evento caminha para sua quinta edição e reúne marcas como Vert, Puket, Pandora, Malwee, entre outras.

Segundo a consultora, a moda integrada à sustentabilidade pode ser resumida em quatro pilares:

- Social: a moda que tem uma relação com o indivíduo e se preocupa com toda a cadeia produtiva do pré-consumo, ou seja, quem fez, em que local e sob quais condições;
- Cultural: que tenha ligação com as raízes e origens da peça;
- Ecológico: que busque alternativas de menor impacto negativo no meio ambiente; 
- Econômica: que gere renda e proporcione desenvolvimento local.

A consultora ainda dá o caminho para quem está preocupado em se tornar um consumidor "eco-friendly" (amigo da natureza, em tradução livre para o português). "É necessário se tornar um consumidor mais atento, curioso e, acima de tudo, responsável. Ou seja, perguntar como, onde e por quem foi feita aquela peça que está usando", ensina.
Reaproveitar para inovar

A moda brasileira tem, cada vez mais, investido em formas de prezar pelo meio ambiente. Para a designer Petula Silveira, da PP Acessórios, uma das principais chaves para conseguir fazer esse tipo de trabalho é reaproveitando materiais. "Utilizamos a técnica do 'upcyle', que utiliza o material excedente ou descartado e o transforma em algo novo", conta Petula.

Atriz posa para editorial de moda sustentável13 fotos7 / 13
Destaque para os recortes nos ombros do vestido cinza e os óculos de sol Leaf (R$ 300) Leandro Moraes/UOL

No caso da marca que comanda, o que se aproveita é o excedente da indústria de calçados para desenvolver novos acessórios. "Compramos as peles de teste inteiras que ficam paradas nos estoques dos curtumes do Rio Grande do Sul. Isso, inclusive, enriquece nosso produto, porque eles se tornam exclusivos. Com isso, não só deixamos de produzir mais couro, como evitamos que esse material tão rico seja descartado, o que geraria custo e agrediria o meio ambiente com produtos químicos" explica.

Seguindo a mesma ideia, a estilista Vanessa Montoro trabalha suas peças em crochê a partir de linhas produzidas com materiais reaproveitados, como a seda desprezada pela indústria têxtil. Depois de prontas, as peças são tingidas com pigmentos naturais, à base de beterraba, café, erva mate ou tanino.

"Nunca gostei da ideia do momentâneo, de uma peça que hoje é bonita e está na moda, mas daqui uma semana não mais", avalia Vanessa. Foi assim que a estilista escolheu trabalhar com material reaproveitado e com produtos feitos à mão. "Um trabalho artesanal bem feito é como uma obra de arte, algo verdadeiramente luxuoso e único", defende.

O preço de ser sustentável
Um dos maiores desafios que a moda verde ainda enfrenta é o custo de produção, que faz subir os valores das peças para o consumidor. Falta de benefícios fiscais e financeiros para este tipo de produção são fatores que pesam, de acordo com Nina Braga, diretora do Instituto-e, organização com sede no Rio de Janeiro, que faz pesquisas em sustentabilidade ligadas à moda, além de organizar ações ecológicas como mutirões de limpeza na praia. 

"Todos os casos bem-sucedidos ao redor do mundo começaram com políticas públicas facilitadoras desta transição gradual. É preciso um estímulo inicial que permita contornar obstáculos importantes como, por exemplo, o fato de que um agricultor de algodão orgânico pega no banco um dinheiro mais caro que aquele que usa métodos mais convencionais, pois o gerente entende que o risco do primeiro é maior, porque em sua plantação não serão utilizados agrotóxicos", explica Nina.

A diretora da ONG Instituto-e ainda destaca que muitas variáveis que já deveriam estar em pauta ainda não estão previstas no processo de produção tradicional, como a escassez de água e o conteúdo social presente na peça. "Qualquer inovação tem um custo e, por enquanto, este valor agregado, que inclui contar com confiabilidade e conteúdo socioambiental de um produto não está devidamente reconhecido", acredita Nina. A diretora da ONG ainda prega que, em um mundo em que os recursos naturais estão caminhando para um esgotamento, o consumidor precisa reconsiderar a equação de custo/benefício da moda.

http://mulher.uol.com.br/moda/noticias/redacao/2014/07/31/sustentabilidade-ganha-forca-e-marcas-investem-na-moda-verde.htm

VISUAL DESPOJADO

LINDOS

Paletó com mangas dobradas cria visual despojado; veja como usar

Arthur Aguiar apostou na tendência para ir ao Prêmio Contigo 2014, realizado na última segunda (28). Já Justin Bieber apareceu com visual semelhante em evento realizado em maio último

O ator brasileiro Arthur Aguiar e o cantor canadense Justin Bieber são a prova de que uma nova tendência ganha espaço no visual dos meninos. O clássico paletó tem ares mais jovens e descolados, quando aparece com as mangas dobradas, juntamente com as da camisa. A ideia também é boa para os que querem mostrar os braços tatuados ou driblar o calor em eventos que pedem rigor.

"Podemos dizer que esta é a evolução de um clássico atemporal. Quando os homens passaram a usar blazer com jeans, ninguém acreditava que isso fosse esteticamente aceitável. Depois, vieram a camiseta e o tênis. Esse visual mostra a personalidade de alguém que não se importa com convenções", explica Juares Tenório, consultor de moda masculina da empresa Urban Flavored, de São Paulo, especializada em concepção visual. "É uma forma de sair dos padrões sem cair em combinações que já se tornaram batidas", complementa.

Uma dica para quem se preocupa com proporção: a aposta é certeira se quer parecer mais alto ou magro. Segundo Tenório, deixar os membros mais finos expostos --como antebraços e canelas-- ajuda a alongar a silhueta.

Homens: Aprenda a adaptar trajes dos tapetes vermelhos para o dia a dia59 fotos43 / 59
Um estilo arrojado e bem cuidado é notado pelos detalhes, como a escolha de uma calça e paletó em corte impecável e material de primeira qualidade e o uso de acessórios como o lenço no bolso. Para os que se identificam com a proposta, a produção do modelo David Gandy é uma boa pedida Getty Images/Divulgação / Montagem/UOL

http://mulher.uol.com.br/moda/noticias/redacao/2014/07/31/paleto-com-mangas-dobradas-cria-visual-despojado-veja-como-usar.htm

RESPONSABILIDADE


Criança pode fazer tarefas sozinha? Saiba a importância da autonomia


O desenvolvimento motor da criança também se desenvolve com algumas tarefas

A papinha vai à boca, a comida é amassadinha e, na hora de vestir, há sempre um adulto por perto para abotoar a camisa e amarrar os sapatos da criança. O que é normal –e necessário– nos cuidados com um bebê, pode ser extremamente prejudicial à medida que a criança amadurece. O alerta é da psicóloga Patrícia de Souza Almeida, doutora em neurociência pela Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), de Ribeirão Preto.

"Superprotegendo os filhos, os pais não permitem que eles tenham a liberdade de viver as dificuldades específicas de cada fase do seu desenvolvimento, necessárias para promover a construção dos recursos e das capacidades que as crianças aplicarão nas situações futuras de sua vida", diz.

Segundo Patrícia, o desenvolvimento motor de uma criança é caracterizado por uma série de marcos, capacidades que ela adquire antes de avançar para outras mais difíceis. "Esses marcos não são realizações isoladas, cada capacidade obtida prepara o bebê para lidar com a seguinte", afirma a especialista.

No desenvolvimento da ação de agarrar com precisão, por exemplo, o bebê tenta, inicialmente, pegar as coisas com a mão inteira, fechando os dedos sobre a palma (é o que se chama de movimento ulnar). Posteriormente, o pequeno aprende o movimento em pinça, no qual as pontas do polegar e do indicador se encontram, formando um círculo, o que torna possível pegar também os objetos pequenos. E o mais interessante: é a partir das tarefas realizadas no cotidiano que o bebê desenvolve essas habilidades.

Frases com ameaças e comparações prejudicam o desenvolvimento infantil10 fotos1 / 10
Ao perderem a paciência ou quererem demonstrar o enorme afeto pelo filho, alguns pais deixam escapar frases que têm impacto negativo no desenvolvimento das crianças. A seguir, três especialistas analisam as nove mais comuns | Por Priscila Tieppo - do UOL, em São Paulo Doki/Arte UOL

Portanto, permitir que a criança faça algumas tarefas sozinha é importante para o desenvolvimento motor dela. Mas vai além. Esses treinos também são fundamentais para a aquisição de independência e autonomia, duas habilidades que, de certa forma, se completam.

"Pode-se dizer que a independência está relacionada às habilidades da criança em realizar tarefas e seguir regras. Já a autonomia está relacionada ao desenvolvimento emocional da criança. Uma criança é autônoma quando ela se envolve em atividades a partir da sua vontade e interesse, e não apenas porque está obedecendo a alguma regra. A autonomia é desenvolvida por meio do respeito aos interesses da criança e da relação de confiança que ela estabelece com os pais", declara a psicóloga Scheila Machado da Silveira Becker, integrante do Núcleo de Infância e Família da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). 

Nesse processo de aprendizado, é fundamental que os pais respeitem o ritmo do filho, compreendendo que o desenvolvimento varia um pouco de uma criança para outra. "Da mesma forma, as responsabilidades atribuídas pelos pais ao filho, como guardar os brinquedos, devem ser antecedidas pelo próprio exemplo dos adultos, ao organizarem o ambiente familiar", afirma Scheila. 
Mãozinhas sujas

O aprendizado da autonomia e da independência não é uma tarefa fácil. É algo que exige dedicação, persistência e paciência. "Provavelmente, a criança não vai conseguir dominar determinada tarefa na primeira vez que tentar e isso faz parte do processo. Toda a aprendizagem envolve várias fases: tomar a iniciativa, errar ou acertar, lidar com a frustração diante do erro, perseverar e até buscar ajuda", diz a psicóloga Patrícia. Por isso mesmo, quando a criança estiver treinando para algo novo, como comer com talheres, por exemplo, deve-se ficar ao lado e incentivá-la a persistir –mas não fazer por ela.

"É importante que a criança tenha a experiência de se sujar comendo, que explore a textura e a temperatura dos alimentos", diz a psicóloga e pedagoga Clarice Krohling Kunsch, mestre em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pelo Instituto de Psicologia da USP.

"É claro que nem sempre isso é possível e também não há problema em ajudá-la. Deve haver um equilíbrio entre experiências de ação direta da criança e experiências de orientação. Se ela lavou as mãos e continua suja, podemos pedir que ela mesma faça novamente e também podemos ajudá-la, orientar sobre como se faz. E, claro, lembrar de elogiar quando ela fizer tudo certo", afirma.
Crianças entediadas

A educadora aconselha que os pais busquem inserir na agenda semanal alguns momentos mais tranquilos para esses treinos compartilhados. Na escolinha, espera-se que os professores estejam preparados para lidar com o ritmo e as dificuldades de cada criança. E quando esse papel cabe às babás, os pais devem orientá-las a respeito de como desejam educar a criança.

"Muitas vezes, as babás assumem também o trabalho doméstico e aí falta tempo e paciência para se dedicarem mais à criança. Porém, se a função for cuidar exclusivamente do pequeno, é muito importante pedir à babá para estimulá-lo a realizar algumas tarefas, como comer sozinho, guardar brinquedos, cuidar dos pertences pessoais, entre outras".

Segundo Clarice, a criança que é tutelada por um adulto na maior parte das atividades que realiza dificilmente conseguirá se posicionar de maneira ativa e crítica em situações corriqueiras que lhe forem apresentadas. "Quando não há um adulto por perto, essas crianças ficam perdidas, não sabem o que fazer", diz a educadora.

Em sua pesquisa de doutorado, ela entrevistou crianças com idade entre cinco e sete anos e constatou que a superproteção e o excesso de controle dos adultos aparecem como as principais causas da vivência do tédio na infância. Ela explica que a superproteção tira das crianças a criatividade e a espontaneidade. E o que fica no lugar é um vazio. "O tédio implica desinteresse, apatia, falta de sentido e falta de projetos. Essas crianças estão sempre à espera de alguém que lhes diga o que fazer".

Conheça tarefas que ajudam a desenvolver a autonomia, divididas por idade:

Comer com as mãos: "Na fase entre um e dois anos, é importante que a criança explore diferentes texturas, pesos, tamanhos, formas, sons e cheiros", diz a psicóloga Clarice Kunsch.

Guardar os brinquedos: "Espera-se que a criança com idade entre um e dois anos comece a andar. E, a partir daí, já é possível envolvê-la na organização dos brinquedos. Ela pode iniciar seu treino alcançando as peças espalhadas e entregando-as para o pai, que vai efetivamente guardar", diz a psicóloga Scheila Becker.

Comer sozinha, de colher: segundo a psicóloga Patrícia Almeida, a partir dos dois anos a criança já tem condições de se sentar à mesa e de se alimentar sozinha.

Tomar água no copo: entre dois e três anos, a criança já tem uma coordenação motora que lhe permite movimentos mais delicados, como os que são necessários para manusear o copo, segundo a psicóloga Scheila Becker. Para começar, deixe-a beber sozinha em copo de plástico.

Escovar os dentes: entre dois e três anos a criança deve ser estimulada a escovar os dentes sozinha, mas com um adulto ao lado, dando as orientações. Entre três e quatro anos, ela já pode fazer essa tarefa de forma mais independente, de acordo com a psicóloga Patrícia.

Tirar a roupa: "Entre dois e três anos de idade, espera-se que a criança já peça para ir ao banheiro, que tire e coloque algumas peças de roupa ou sapato", afirma a psicóloga Scheila Becker. Nessa fase, também é válido ensinar o filho a colocar a roupa suja no cesto e o sapato na sapateira.

Vestir-se e abotoar roupas: entre três e quatro anos, a criança consegue fazer sozinha algumas atividades mais complexas, como abotoar e desabotoar peças de roupa e vestir-se sem precisar de ajuda, conforme indica a psicóloga Scheila Becker.

Colocar a comida no prato: entre três e quatro anos, a criança já tem condições de colocar, sozinha, a comida no prato, segundo a psicóloga Scheila Becker. É também nessa fase que ela deve ser estimulada constantemente a experimentar diferentes alimentos. Mas tome cuidado para que ela não manuseie recipientes e panelas quentes. 

Subir escadas: aos três anos, a criança já tem habilidade para subir uma escada colocando um pé em cada degrau. Nesse período, é interessante acompanhar de perto, porém, sem se desesperar com pequenas quedas. "Até caindo a criança está aprendendo. Uma das coisas que ela aprende é como deve reagir de maneira a proteger o corpo, para se machucar menos da próxima vez", diz a psicóloga Clarice Kunsch.

Ir ao banheiro: entre três e quatro anos, a criança pode usar o banheiro com a supervisão de um adulto, diz a psicóloga Patrícia Almeida. Aos cinco anos, no entanto, já está apta a se limpar sozinha.

Tomar banho: entre quatro e cinco anos de idade, a criança já tem condições de se lavar sozinha. "Certamente, o adulto pode supervisionar a limpeza ao final, para ver se está tudo em ordem", diz a psicóloga Clarice Kunsch.

Utilizar a faca: uma criança de cinco anos já deve saber comer sozinha e pode manusear, inclusive, a faca, desde que ela não tenha corte. "Uma criança com essa idade tem maior habilidade e controle do próprio corpo. Porém, ela ainda não sabe precisar as consequências ou riscos de todas as suas atividades", diz a psicóloga Clarice Kunsch.

Amarrar os sapatos: aos cinco anos, os desafios já podem ser de maior complexidade, como amarrar os sapatos. "Nessa fase, também se espera que a criança demonstre cuidado com seus pertences pessoais. Ela já pode cuidar de sua mochila, de suas roupas ou brinquedos, deve saber que não pode arrastá-los ou os jogá-los no chão, por exemplo", diz a psicóloga Scheila Becker.

http://mulher.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2014/08/03/criancas-podem-fazer-tarefas-sozinhas-saiba-a-importancia-de-dar-autonomia.htm

ESCULTURAS DE ARREIA


Exposição reúne esculturas incríveis de areia na Alemanha
Exibição 'Sandworld' reúne 16 peças que impressionam pelo realismo.
Acervo é exposto em Ludwigsburg até o fim de setembro.

A exposição “Sandworld”, realizada na cidade de Ludwigsburg,  Alemanha, reúne 16 esculturas feitas de areia, com algumas peças que chegam a impressionar pelo realismo. A exibição, que reúne diversos artistas, pode ser vista até o dia 29/9.
Obra 'Striking Heads' de Ray Villafane é vista em exposição na Alemanha (Foto: Daniel Bockwoldt/AFP)
Visitante fotografa escultura 'Palácio Favorito', de Maxim Gazendam. Exposição reúne 16 obras feitas com areia (Foto: Daniel Bockwoldt/AFP)
Meninos observam escultura 'Boas Notícias', feita em areia pelos artistas Mikhail Fedotov e Zamir Yushaev (Foto: Daniel Bockwoldt/AFP)

http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2013/05/exposicao-reune-esculturas-incriveis-de-areia-na-alemanha.html

PINTURA CORPORAL


Pintura corporal deixa modelos 'invisíveis' em pontos turísticos de NY
Artista levou seis horas para criar a aparência invisível.
Modelos posaram diante da ponte de Manhattan e museu Guggenheim.
Com uso de pinturas corporais, modelos ficaram "invisíveis" em frente a pontos turísticos da cidade de Nova York (EUA). As modelos foram pintadas pela artista Trina Merry, que levou cerca de seis horas para criar a aparência invisível em cada modelo.
À esquerda, modelo posa em frente do museu Guggenheim. À direita, modelo Jessica Mellow é clicada diante da ponte de Manhattan (Foto: Trina Merry/AP)
Trina Merry levou cerca de seis horas para criar a aparência invisível (Foto: Bebeto Matthews/AP)

http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2014/08/pintura-corporal-deixa-modelos-invisiveis-em-pontos-turisticos-de-ny.html

FESTIVAL DA CERVEJA


Festival apresenta 400 rótulos de cervejas em São Paulo

Cervejarias usam pimenta, coentro, cacau e tangerina para fazer a bebida.
Evento reuniu 15 mil pessoas em 3 dias no Centro de Exposições Imigrantes.


Cardápio da Mistura Clássica ainda tem as cervejas Porreta, Virgulino, Amnésia, Pan Head e Matilde. (Foto: Glauco Araújo/G1)

O festival Degusta & Beer reuniu mais de 400 rótulos de cervejas durante três dias de evento no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. Segundo os organizadores, cerca de 15 mil pessoas passaram pelos estandes montados no local para tentar desvendar os ingredientes usados pelos cervejeiros em muitas receitas engarrafadas.

E o conteúdo das garrafas ou das torneiras das chopeiras mostrou uma diversidade de aromas que vão muito além do lúpulo e do malte. Algumas das bebidas tinham marcas significativas de chocolate, pimenta, páprica picante, coentro, lima da pérsia, tangerina, blueberry, baunilha, café e até pinhão.

A cervejaria Bodebrown foi eleita a melhor do país em 2013 e 2014 e arrematou 11 medalhas no Mondial de lá Bière, no Canadá. A Stone/Bodebrown Cacau IPA leva quatro maltes e cacau de Ilhéus (BA). "É o melhor terroir de cacau do país e talvez do mundo. Foi uma tremenda coincidência conhecer quem produz cacau na região e casar o produto de excelência com a nossa vontade de usar um ingrediente legitimamente brasileiro", disse o cervejeiro Samuel Cavalcanti.

Pernambucano, ele disse que bode está na moda, mas não foi esse o motivo para a escolha do nome da cervejaria, há cinco anos. "Sou de família que não tem sobrenome importante. Minha avó, Maria Amélia, sempre brincou que somos parentes de negros, índios e portugueses. Nossa família cria bode há 200 anos e foi dela a ideia de dar esse nome para a cervejaria. E assim ficou", afirmou Cavalcanti.

A Bodebrown usa até Kombi para comercializar a bebida. "Não precisamos de energia, temos um sistema otimizado de gás e seis serpentinas que gelam a bebida em pouco espaço e isso nos dá mobilidade."

No cardápio da cervejaria tem a Perigosa IPA, como 9,2% de graduação alcoólica, mas a Double Perigosa tem 15,1% e é considerada a mais forte produzida no país. A segunda mais forte da cervejaria é a Tripel Montfort, com 10%.

Espuma picante
Cervejaria Saint Gallen criou a Therezópolis Pepper Ale, feita com pimenta calabresa e páprica picante. Segundo a sommelier Cleite Couto, a primeira produção sazonal foi de 2,5 mil litros da bebida em chope. A empresa já pensa em envase. "O sucesso foi tão grande que estamos pensando em produção maior para ampliar o mercado. A procura foi grande e esgotou tudo em 20 dias."

Para quem não gosta de pimenta na comida, alguns goles da Pepper Ale podem assustar no começo, mas o retrogosto (gosto que fica na boca após a ingestão da bebida) é suave e de menor intensidade que a pimenta ingerida como tempero. A bebida, por enquanto, é comercializada apenas em Teresópolis, na região Serrana do Rio.

Cerveja no brigadeiro
A cervejaria Colorado resolveu fazer uma experiência gastronômica com sua bebida Demoiselle, que tem sabor acentuado de café. "Por harmonizar bem com doces e sobremesas, resolvemos fazer uma parceria com a Brigadíssimo e fornecer a bebida para que uma receita do tradicional brigadeiro fosse feita com a cerveja. E deu certo", disse Fernanda Ueno, cervejeira responsável pela marca.

O brigadeiro de cerveja ganhou apelido de "brejadeiro". Quem quiser arriscar fazer o doce em casa, basta fazer a receita tradicional e adicionar um pouco da bebida reduzida no fogo para perder o teor alcoólico e ficar com uma cara de caramelo. "A proporção vai de acordo com o gosto, não há uma quantidade exata para colocar a cerveja no doce", explicou Fernanda.

Nem tão brasileiras
A cervejaria Júpiter criou uma bebida com referência belga, a Tânger, feita de raspas de tangerina, semente de coentro e camomila. O aroma da cerveja é bem frutado e o sabor deixa pouco amargor na boca.

Já a Meia-noite leva baunilha e harmoniza bem com doces e sobremesas. "A Tânger entraria muito bem na gastronomia japonesa, casa bem com temaki, por exemplo, e com pratos feitos com frutos do mar", disse o cervejeiro David Michelsohn.

A cervejaria Mistura Clássica desenvolveu a Volúpia, feita com blueberry (fruta típica da América do Norte) e tem graduação alcoólica de 9,3%. A Miragem tem em sua composição ingredientes como tangerina, abacaxi, lima da pérsia e sementes de coentro.

Sabor típico do Paraná
Um dos sabores genuinamente paranaense é o do pinhão. A iguaria está presente em muitas receitas de festas juninas pelo país, mas a Cervejaria Insana resolveu colocar o ingrediente dentro da garrafa de cerveja. A Insana Pinhão Barley Wine tem teor alcoólico de 8,5% e a produção precisa ser sazonal, brindando o início do inverno, época de colheita autorizada da semente no Paraná.

"Foram feitas 15 mil garrafas, já esgotadas. Produção é anual e tem indicação de data no rótulo. Pela legislação, a cerveja precisa ter validade de até um ano, mas o sabor dessa cerveja fica melhor com dois anos de maturação. E tem um detalhe, essa cerveja pode ser servida entre 9 e 12 graus de temperatura que fica ótima também", disse Pedro Reis, mestre cervejeiro da Insana.

Folclore brasileiro engarrafado
A Cervejaria Nacional optou por dar nomes típicos da cultura popular brasileira e de lendas urbanas em seus rótulos. "A gente busca essa identidade nacional, que temos desde o nome da cervejaria e queremos levar para a bebida", disse o cervejeiro Vitor Ribeiro.

No cardápio da empresa estão a Y-Îara Pilsen. Pelo folclore, trata-se da Mãe-d'água. Já na receita, trata-se de uma pilsen estilo tcheco, com puro malte e lúpulo.

A cerveja IPA da marca recebeu o nome de Mula., mas a assombração folclórica quase que invadiu a reunião dos sócios para definir o nome da bebida. "A gente não sabia se colocava mula sem cabeça, só mula, ficamos um tempo em dúvida. Passado algum tempo, um dos sócios disse que seria Mula e ponto. Por isso o nome tem o ponto depois da mula", brincou Ribeiro.

A marca ainda tem a Kurupira Ale e a Sa'Si Stout, ambas seguindo a linha folclórica. Já pelo lado da lenda urbana, a marca tem a Domina, uma cerveja weiss inspirada na Dama de Branco, que trata-se de uma mulher vestida de branco ou uma alma penada que seduz os homens. Para encerrar o cardápio, Ribeiro produz sazonalmente a Saravá, que tem 9% de teor alcoólico, e a Betume, com 11% de graduação alcoólica.
Cervejaria Saint Gallen cria a Therezópolis Pepper Ale, feita com pimenta calabresa e páprica picante. Primeira produção sazonal foi de 2,5 mil litros da bebida e a empresa já pensa em envase. (Foto: Glauco Araújo/G1)

http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/08/festival-apresenta-400-rotulos-de-cervejas-em-sao-paulo.html

BOM DIA

sábado, 2 de agosto de 2014

LEÃO SEQUESTRADO


Depois de 'sequestrar' leão, ex-dono quer de volta tigre que atacou menino
Ataque foi na tarde de quarta-feira (30) no Zoológico de Cascavel, no PR.
Ex-criador de Maringá pretende pedir ao Ibama a devolução do felino.


Tigre atacou a criança no zoológico de Cascavel
(Foto: Reprodução/RPCTV)

O mantenedor do Canil e Escola Emanuel de Maringá, no norte do Paraná, Ary Marcos Borges da Silva, onde nasceu o tigre que atacou o menino no Zoológico de Cascavel, na quarta-feira (30), vai pedir ao Ibama a devolução do animal. “Nós estamos ligando para o Ibama para ver quando eles podem nos receber. Estamos disponíveis e os felinos que a gente tiver condição de atender aqui, vamos solicitar”.

Em maio, Borges da Silva 'sequestrou' o leão Rawell de um criadouro em Monte Azul Paulista (SP), porque dizia que o animal estava sendo maltratado. O leão hoje está no zoológico de Curitiba.

O ataque do tigre em Cascavel deixou o menino gravemente ferido. Levado às pressas ao hospital, ele precisou ter o braço direito amputado na altura do ombro. Segundo o hospital, o estado de saúde dele é estável e deve receber alta na terça-feira (5).

O tigre e uma fêmea foram levados para o Zoológico de Cascavel há três anos, porque o Canil de Borges estava superlotado. No ano seguinte, a fêmea morreu . Segundo Borges, o canil tem sete animais. “Nós temos espaço, com a ampliação que estamos fazendo vamos melhorar a segurança e o conforto dos animais”, afirma.

O criador tem autorização do Ibama para manter os felinos e reclama das condições do Zoológico de Cascavel. “Não tem segurança e nem estrutura, já morreu uma tigresa nossa lá, infelizmente é o lixo dos lixos de todos os zoológicos do Brasil. Agora o tigre está lá de quarentena em uma jaula onde não consegue nem se mexer”, diz.
Leão Rawell está em Curitiba depois de ser
'sequestrado' (Foto: Adriana Justi/G1)

De acordo com o Ibama, o Zoológico de Cascavel está regularizado e atende as normas de segurança exigidas.

O superintendente do Ibama no Paraná, Jorge Callado, disse ao G1 que a questão envolvendo Ary e o leão Rawell já está resolvida, pois o animal foi doado para o Zoológico de Curitiba. Dessa forma, ele não responde a nenhum processo referente ao problema enfrentado com o leão.

Sobre a transferência do tigre, Callado diz que o caso se trata de uma questão entre Ary e o Zoológico de Cascavel, devido à doação. Apesar disso, o superintendente não acredita que o antigo dono consiga recuperar o animal. “Não tem porque de receber novamente. Não vejo possibilidade. Até porque o zoológico oferece mais condições que um canil”, afirmou Callado.

Investigação
A Polícia Civil investiga se o acidente em Cascavel foi causado por omissão do pai, ou da guarda do zoológico. Eles podem responder pelo crime de lesão corporal, de acordo com o andamento do inquérito.

O menino estava no zoológico acompanhado do pai, que, segundo testemunhas, deixou a criança brincar perto dos animais. Ele chegou a ser detido para prestar esclarecimentos, mas foi liberado.

Em entrevista realizada na quinta-feira (31), o delegado Denis Merino, que investiga o caso, deu detalhes sobre o depoimento do pai, colhido na quarta. "O pai do menino disse que estava cuidando do outro filho dele, de três anos, que reside aqui em Cascavel, quando o maior, de 11 anos, se desvencilhou e estava nas proximidades. Tão logo ele percebeu que o animal atacou a criança, ele o socorreu", afirmou o delegado.

Ainda segundo Merino, a guarda patrimonial e testemunhas ainda serão ouvidas. "O código penal prevê que, quando o responsável legal é omisso, ele responde pelo resultado - no caso, o resultado foi uma lesão corporal grave. O pai e a guarda patrimonial - que deveria guardar o local para evitar o acesso de qualquer visitante naquela área - podem responder pelo crime de lesão corporal. A pena é de 2 a 5 anos", disse.

O diretor da Guarda Municipal de Cascavel, Lauri Dallagnol, disse que o guarda do patrimonial não viu o garoto na área restrita porque estava fazendo ronda em outro local do zoológico. “Ele estava fazendo ronda no recinto dos macacos. Ele cuida de três recintos, então ele vem, faz a ronda neste local e vai para outro, faz a ronda e volta. Ele só viu a situação depois do fato consumado”, explicou.

Para o veterinário do zoológico, as grades são seguras. “O recinto atende as todas as especificações técnicas do Ibama, tanto para animais, quanto para os visitantes. A grade de 1,50 m está na norma técnica. O que aconteceu foi uma fatalidade”, concluiu Passos.

http://g1.globo.com/pr/oeste-sudoeste/noticia/2014/08/depois-de-sequestrar-leao-ex-dono-quer-de-volta-tigre-que-atacou-menino.html

CIRURGIA EM BEBÊ


Bebê com menos de um quilo se submete a cirurgia cardíaca
Menina que nasceu em 7 de julho é uma das menores a passar por cirurgia.
Cirurgia para corrigir defeito congênito foi feita em Michigan, nos EUA.


Foto de 30 de julho mostra Alexandra Mae Van Kirk, que se submeteu a cirurgia no coração pesando apenas 990 gramas (Foto: AP Photo/The Grand Rapids Press, Chris Clark)

Um bebê pesando apenas 990 gramas passou por uma cirurgia cardíaca para desobstruir uma artéria bloqueada devido a um defeito congênito. Chamada de "Garota Poderosa" por seus pais, a pequena Alexandra Mae Van Kirk é um dos menores bebês a ser submetido a esse procedimento, segundo seus médicos.

A cirurgia foi feita no DeVos Children's Hospital, na cidade de Grand Rapids, no estado do Michigan, nos Estados Unidos. Uma semana depois do procedimento, Alexandra mostra sinais de que seu coração está funcionando como deveria, e ela já está crescendo.

"Ela está fantástica", disse seu pai, Matt Van Kirk ao veículo "The Grand Rapids Press", em uma reportagem publicada nesta sexta-feira (1º).

O médico Joseph Vettukattil, que fez a valvoplastia pulmonar com balão no DeVos Children's Hospital, já fez mais de 300 procedimentos como esse ao longo de 20 anos. Mas o menor paciente que atendeu, até então, pesava 1,8 kg.

"Foi muito complicado", disse Vettakattil, que acrescentou que ele ouviu falar de apenas um ou dois outros casos de bebês menores de Alexandra que se submeteram ao procedimento.

Quando Heidi Van Kirk estava na 22ª semana de gravidez, um ultrassom mostrou que Alexandra era pequena demais para aquele estágio da gestação. Em exames de acompanhamento com especialistas, foi constatado que o bebê passou a ter seu crescimento ainda mais atrasado.

"Eles deram a ela uma chance de 35% de ela nascer viva", disse Heidi. Alexandra nasceu em 7 de julho, com um poderoso choro. "Acho que todo mundo na sala de cirurgia ficou eufórico", disse o pai, Matt Van Kirk.

Alexandra pesava 990 gramas. A equipe neonatal a diagnosticou com estenose pulmonar grave.

Se Alexandra for como a maioria dos bebês que se submetem ao procedimento, ela não precisará de nenhum outro tratamento, de acordo com Vettukattil. "Ela está curada. No que diz respeito ao coração, ela deve estar bem para o resto da vida", disse.

Aualmente na unidade de terapia intensiva neonatal, Alexandra permanece ativa, movimentando suas pernas e puxando fios. "Sempre nos referimos a ela como nossa Garota Poderosa", disse a mãe Heidi."
Heidi e Matthew Van Kirk seguram a filha Alexandra Mae (Foto: AP Photo/The Grand Rapids Press, Chris Clark)

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2014/08/bebe-com-menos-de-um-quilo-se-submete-cirurgia-cardiaca.html

ACONTECE


Veículo cai dentro de cratera aberta no meio de rua de Alvorada, no RS
Motorista estava usando o cinto de segurança e não ficou ferido.
Segundo a prefeitura, uma operação tapa-buraco será realizada no local.


Motorista levou um susto ao cair em um buraco no meio do asfalto (Foto: Luciane Kohlmann/RBS TV)

O auxiliar administrativo Cândio Frozi levou um susto no início da manhã deste sábado (2), quando saía da casa da namorada em Alvorada, na Região Metropolitana do Rio Grande do Sul. Por volta das 6h, ele dirigia em direção a Porto Alegre quando caiu em uma cratera aberta no meio da Rua General Vitorino, no bairro Aparecida, conforme mostra a reportagem do Jornal do Almoço, da RBS TV (veja o vídeo).

O motorista estava usando o cinto de segurança e não se machucou. Após o acidente, moradores da região reclamaram que não há sinalização adequada no local para alertar os motoristas sobre a presença de um buraco daquela dimensão. "Não vi nada. Quando me dei conta já estava caindo e o carro não parava de descer. Aí eu percebi como era fundo o buraco", lembra Cândio.
Um guincho fez a retirada do veículo de dentro do
buraco (Foto: Luciane Kohlmann/RBS TV)

Segundo Charles Scholl, diretor-geral da Coordenadoria de Comunicação Social da Prefeitura de Alvorada, o buraco é de uma obra que não foi concluída dentro do prazo previsto. "O buraco que estava aberto na Rua General Vitorino é de uma obra que iniciou nesta semana. Era para ser concluída ontem [sexta-feira], porém, quando foi aberta a rede pluvial, identificaram que era mais grave. O local foi sinalizado ontem no final do dia. De acordo com os moradores, a sinalização foi retirada durante a noite. A obra vai ser retomada ainda hoje".

Um guincho se dirigiu até o local do acidente por volta das 9h para fazer a retirada do veículo. A Prefeitura de Alvorada divulgou uma nota oficial sobre a cratera e sobre outros buracos identificados em alguns pontos da cidade. Confira abaixo a nota na íntegra:

"A Prefeitura realiza a partir da tarde de quarta-feira, 30 de julho, operação tapa-buraco com asfalto frio em alguns pontos da cidade. Os serviços de melhorias prévias vêm sendo efetuados frequentemente. A partir de setembro as melhorias serão feitas com asfalto quente, que garante maior durabilidade do trabalho de recuperação. O contrato com empresa terceirizada está sendo renovado para este serviço. Devido ao período de chuvas e ao tráfego intenso os problemas se agravaram. A administração municipal, apesar das graves restrições orçamentárias, vem realizando trabalhos de recuperação das vias mais prejudicadas no município".

http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/transito/noticia/2014/08/veiculo-cai-dentro-de-cratera-aberta-no-meio-de-rua-de-alvorada-no-rs.html

FUNK NA SALA DE AULA

CATIVAR OS ALUNOS

Professores adotam o funk para motivar alunos antes do vestibular
Paródias de hits recentes e antigos do funk fazem sucesso na sala de aula.
Professores do Rio de Janeiro contam como o ritmo foi parar na educação.


Os alunos do professor Silvio Predis, de 37 anos, não usam só o caderno e caneta para memorizar o conteúdo das suas aulas de química no Rio de Janeiro. As mãos batucando na carteira ao ritmo de funk com letras adaptadas também ajudam a reter a matéria. Predis, que dá aulas no cursinho Miguel Couto e no Colégio Santo Agostinho, afirma que começou a compor paródias de funk para motivar os estudantes a não desistirem da preparação para o vestibular (assista acima).

"Existe um desgaste emocional que acontece ao longo da preparação para o vestibular. A música vem em um momento para quebrar esse estresse. Numa hora dessa você consegue arrancar um sorriso que não conseguiria [de outra forma], de um aluno que pode estar bastante angustiado. Ela faz o aluno receber a química de peito mais aberto", explicou Predis aoG1.

O professor de química levou o funk para a sala de aula há mais de dez anos e ganhou fama no Rio de Janeiro, em outros estados e até fora do país por causa disso. Segundo ele, os alunos começaram a gravar as "aulas-show" e, nos últimos anos, elas foram parar nas redes sociais. Em janeiro, ele foi convidado para dar uma aula em uma escola em Alagoas.
Silvio Predis, professor de química do Rio, ficou
famoso por suas aulas com paródias de funk
(Foto: Arquivo pessoal/Silvio Predis)

Vira e mexe Predis volta a "viralizar" na web com suas aulas. No dia 30 de junho, um usuário do Facebook publicou um de seus vídeos, reclamando, na descrição, que seus professores nunca deram aula desse tipo na sua escola. Em menos de um mês, foram mais de 12 mil compartilhamentos. No YouTube, porém, dezenas de vídeos com as aulas de Predis já renderem mais de 1,5 milhão de visualizações. Em um deles, Silvio canta a música sobre equilíbrio químico e até usa figurino para ajudar a animar os alunos.

O vídeo foi publicado por Paola Pugian, de 21 anos, em 2011. "A minha intenção era divulgar para os amigos de turma poderem estudar. Eu sentava na frente e conseguia filmar direitinho as aulas", explicou ela ao G1. Hoje, Paola estuda farmácia na Universidade Federal Fluminense (UFF), e diz que já pensava em seguir a carreira, mas as aulas de química do professor Silvio "ajudaram um pouco mais" para que ela optasse pela profissão. "Adorava as aulas dele. As músicas eram somente uma parte das aulas. Excelente professor", disse ela.
Vem, vem, vem, vem, vem, vem
Na oxidação o anodo é negativo
Onde ocorre a corrosão
Eletrodo corrído
Concentrando a solução
Os elétrons vão partindo
Pro catodo boladão
E o nox vai subindo
Um beijão no coração"
'Funk da pilha'
(paródia de música de MC Niterói)

Inspiração no trânsito
Predis conta que não tem formação em música e não sabe tocar instrumentos. A ideia de usar o funk apareceu por acaso.

"Como você fica dando aula o dia inteiro, quando sai de uma aula o conteúdo fica martelando na cabeça. Liguei um som, com aquilo na cabeça girando, aí fui bolando e saiu o começo da música. Cheguei em casa, terminei a música e saiu."

Além do ritmo, ele diz que a batida do funk é fácil de aprender e que isso ajuda na interação dos alunos. Depois da primeira apresentação, ele diz que os alunos gostaram tanto que ele acabou compondo paródias para mais de dez músicas.

Mas Predis explica que memorizar uma música não significa aprender a matéria, e que as paródias são apenas uma pequena parte da sua metodologia de ensino. "As músicas sempre acontecem como fechamento de um grande tema. A música é um fechamento, uma bonificação para aquele que prestou bastante atenção, participou."

'Beijinho no ombro' dos concorrentes na Uerj
O funk também entrou na tradicional paródia pré-prova que os professores do Curso e Colégio De A a Z, também no Rio, elaboram especialmente para seus alunos. No ano passado, quem inspirou uma das montagens foi a cantora Anitta. Neste ano, o 'Beijinho no ombro' de Valesca se transformou no 'Azinho na Uerj' em uma superprodução do cursinho publicada no início de junho no canal do colégio no YouTube (assista ao vídeo acima), na véspera do primeiro exame de qualificação da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

"O que a gente faz que é uma coisa nossa, uma tradição, é fazer esses vídeos mais motivacionais", explicou Fellipe Rossi, professor de matemática e vice-diretor acadêmico do colégio. Ele também se vestiu de Valesca e protagonizou o vídeo, que foi gravado no Castelo de Itaipava, mesmo local da gravação do vídeo original que rapidamente viralizou na web. "Na véspera das principais provas aqui no Rio a gente sempre faz esses vídeos. É para os alunos que estão mais cansados, mais nervosos, conseguirem dar uma relaxada."


A gente é capaz de tudo para tentar fazer os alunos se prepararem melhor, relaxarem, porque eles são capazes de coisas que nem imaginam"
Fellipe Rossi,
professor do Colégio De A a Z

Segundo Fellipe, o trabalho é coletivo: a produtora de vídeos do colégio se ocupa da filmagem e edição, e os professores dividem as tarefas de elaboração das letras e do figurino.

Antes de publicarem o vídeo na web, os professores também passam o resultado final na sala de aula. "Quando termina de passar, a reação dos alunos é inexplicável. Uns choram, uns riem, uns choram de rir", diz o professor de matemática.

O funk no vídeo não explica nenhum conteúdo que cai nas questões do vestibular, mas estimula os jovens vestibulandos a acreditarem que o esforço na preparação antes das provas vai valer a pena no final. "Eles percebem como a gente se esforçou, se superou para fazer isso tudo. E a mensagem é exatamente essa: a gente é capaz de tudo para tentar fazer os alunos se prepararem melhor, relaxarem, porque eles são capazes de coisas que nem imaginam."

http://g1.globo.com/educacao/noticia/2014/08/professores-adotam-o-funk-para-motivar-alunos-antes-do-vestibular.html

VÍRUS MORTAL

EBOLA

Emirates suspende voos à Guiné por surto de ebola
Empresa é a primeira grande companhia aérea a tomar medida.
Voos devem ser suspensos a partir deste sábado até nova ordem. 


A Emirates decidiu suspender seus voos para aGuiné devido ao ebola, tornando-se a primeira grande companhia aérea internacional a impor restrições em resposta ao surto do vírus mortal na África Ocidental.

Os voos devem ser suspensos a partir deste sábado até nova ordem, disse a companhia aérea em comunicado em seu site. "A segurança dos nossos passageiros e tripulantes é da mais alta prioridade e não será comprometida", disse.

O surto de ebola, que começou na Guiné e se espalhou para Libéria e Serra Leoa, já matou mais de 700 pessoas, a pior epidemia desde que o vírus foi descoberto há quase 40 anos. Serra Leoa declarou estado de emergência na quarta-feira.

Em linha com as diretrizes da Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata) e daOrganização Mundial de Saúde (OMS), várias das principais companhias aéreas e aeroportos internacionais começaram a inspecionar passageiros procedentes da África Ocidental.
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Mas a Iata afirmou na quinta-feira que a OMS não estava recomendando restrições de viagens ou fechamento de fronteiras e que haveria baixo risco para outros passageiros caso uma pessoa infectada estivesse a bordo.

A maior companhia aérea da Nigéria, a Arik Air, que voa para um número limitado de destinos internacionais, incluindo Londres, suspendeu voos para Libéria e Serra Leoa.

A companhia aérea pan-africana Asky foi suspensa pelas autoridades de aviação civil da Nigériapor levar o primeiro caso de ebola à maior cidade do país, Lagos.

Os líderes da África Ocidental concordaram na sexta-feira a tomar medidas mais fortes para tentar controlar o surto de ebola e evitar a sua propagação fora da região.

A Emirates, que não opera voos para Libéria ou Serra Leoa, disse que quaisquer novas ações relacionadas ao surto serão "guiadas pelos conselhos e as atualizações do governo e autoridades internacionais de saúde".

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/08/emirates-suspende-voos-a-guine-por-surto-de-ebola.html


MEIO AMBIENTE

LIXÃO

Lei exige fim de lixões até este sábado; 60% das cidades não se adequaram
Política de Resíduos Sólidos determina extinção de lixões até 2 de agosto.
Cidades com lixo a céu aberto podem responder por crime ambiental.


Lixão da cidade de Caicó, no Rio Grande do Norte, em foto de 21 de julho deste ano (Foto: Marcílio de Araújo/G1)

Termina neste sábado (2) o prazo de quatro anos para as cidades brasileiras adequarem sua gestão do lixo às regras da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Sancionada em 2 de agosto de 2010, ela determina ações como a extinção dos lixões do país, além da implantação da reciclagem, reuso, compostagem, tratamento do lixo e coleta seletiva nos municípios.

Pela lei, a partir deste domingo (3), as prefeituras com lixo a céu aberto podem responder por crime ambiental, com aplicação de multas de até R$ 50 milhões, além do risco de não receberem mais verbas do governo federal. Os prefeitos, por sua vez, correm o risco de perder o mandato.

Em tese, se a legislação for cumprida à risca, muitas cidades podem ser punidas. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, somente 2.202 municípios, de um total de 5.570, estabeleceram medidas para garantir a destinação adequada do lixo que não pode ser reciclado ou usado em compostagem.

Os municípios que não terão o aterro sanitário a tempo de se enquadrar na lei estão espalhados por todas as regiões do Brasil. No Paraná, por exemplo, há cidades que até dois meses atrássequer haviam apresentado um plano de adequação. Uma saída para os pequenos municípios paranaenses pode ser a formação de consórcios para uso conjunto dos aterros, para evitar que cada localidade tenha que arcar com os custos de ter o seu próprio.

No Rio Grande do Norte, somente Mosssoró e a Região Metropolitana de Natal têm aterros. Situação semelhante vive Rondônia, onde só Ariquemes e Vilhena já se adequaram. A capital, Porto Velho, já escolheu o local de seu novo aterro, mas as obras ainda não começaram. Em Alagoas, dos 102 municípios, apenas a capital conseguiu acabar com o lixão e criar um aterro, como previsto na lei.

O estado do Rio de Janeiro tem 93% do lixo indo para destinação correta, mas, ainda assim, temvinte lixões que precisam ser desativados. O estado de São Paulo também tem municípios com lixões irregulares, como Presidente Prudente e Ourinhos. O Distrito Federal ainda está licitando a construção das células protegidas de seu novo aterro sanitário. Enquanto isso, seus resíduos vão para um lixão, sem nenhum tratamento.

Mesmo sabendo que 60% dos municípios não cumprem a lei, o governo não pedirá prorrogação de prazo para que o programa passe a vigorar. André Vilhena, diretor da associação Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), afirma que o Brasil já venceu a fase de, na véspera, precisar esticar prazos por não haver cumprimento de metas.


Segundo ele, há a possibilidade de prorrogação por meio de acordos firmados entre os municípios e o Ministério Público. “O prazo se encerra, mas quem não cumprir pode fazer a prorrogação por meio de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC)", explica. Ele disse ainda que isto ajuda a analisar a particularidade de cada município. A maioria enfrenta problemas de falta de verba.

Principais objetivos
A PNRS tem como prioridades a redução do volume de resíduos gerados, a ampliação da reciclagem, aliada a mecanismos de coleta seletiva com inclusão social de catadores e a extinção dos lixões. Além disso, prevê a implantação de aterros sanitários que receberão apenas dejetos, aquilo que, em última instância, não pode ser aproveitado.

Esses aterros, por sua vez, deverão ser forrados com manta impermeável para evitar a contaminação do solo. O chorume, líquido liberado pela decomposição do lixo, deverá ser tratado. O gás metano que resulta da decomposição do lixo, que pode explodir, terá que ser queimado.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, os instrumentos da PNRS ajudarão o país a reciclar 20% dos resíduos já em 2015. Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), referentes a 2012 e que são os mais recentes, apontam que só 3,1% do lixo gerado no país naquele ano foi destinado à coleta seletiva e que 1,5% dos resíduos domiciliares e públicos foram recuperados.

Naquele ano, o Brasil gerou 62,7 milhões de toneladas de resíduos sólidos e coletou 57,9 milhões de toneladas deste total. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, a Abrelpe, 42% do montante coletado teve destinação inadequada e em 3.352 cidades os detritos foram encaminhados para lixões ou aterros controlados – que, para especialistas, são apenas lixões melhorados.

Incapacidade técnica
Geraldo Antônio Reichert, coordenador da Câmara temático de Resíduos Sólidos da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), afirma que a maioria das cidades com problemas na gestão dos resíduos sólidos não cumpriram o prazo a tempo por não terem dinheiro em caixa e não conseguirem financiamento do governo federal.

O presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho, disse que os altos índices de destinação irregular poderiam ter caído se os municípios tivessem utilizado instrumentos disponíveis na Lei de Saneamento Básico, que incluem verbas do governo federal para obras. Mas, segundo ele, faltou capacidade técnica às prefeituras para montar projetos adequados às regras da União.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, nos últimos quatro anos foram disponibilizados R$ 1,2 bilhão para que estados e municípios realizassem o planejamento das ações e iniciassem medidas para se adequarem à nova legislação de resíduos sólidos. Mas apenas 50% do montante foi efetivamente aplicado.

“São situações de incapacidade técnica de municípios, incapacidade de acessar recursos. Tem situações, inclusive, que podem ser resolvidas entendendo melhor a integração dos planos municipais”, declarou a ministra Izabella Teixeira, na última quinta-feira (31).

Segundo o ministério, atualmente apenas três estados possuem plano de resíduos sólidos: Ceará, Maranhão e Rio de Janeiro. O governo do estado de Pernambuco, entretanto, afirmou ter lançado seu plano em julho de 2012.

O ministério não divulgou o total de municípios que já têm o plano definido.

http://g1.globo.com/natureza/noticia/2014/08/lei-exige-fim-de-lixoes-ate-este-sabado-60-das-cidades-nao-se-adequaram.html